VOCÊ TEM MEDO DE QUÊ?


VOCÊ TEM MEDO DE QUÊ?

Vivemos hoje na Era da Ansiedade. Sabe-se que só nos Estados Unidos, cerca de 18 % sofrem de ansiedade e ao longo da vida esse número pode subir para 30%. Precisamos ter a consciência de que a ansiedade clínica é muito mais grave do que estar sujeito às preocupações do cotidiano. A verdade é que a ansiedade é algo sério e provavelmente se você sofre de ansiedade, a chance é de que isso tenha um grande impacto em sua vida.

As pessoas com transtornos de ansiedade frequentemente se descobrem incapazes de trabalhar de modo eficaz, de ter uma vida social, de viajar ou de ter relações estáveis. Para quem realmente sofre de ansiedade, a condição vai muito além de se atormentar com o imposto de renda ou de ter medo de barata. Trata-se de uma doença real e duradoura, que tem consequência impactante sobre a saúde e o bem-estar, em termos gerais.

Há esperança? Há algo que possamos fazer?

Sim! Hoje temos muito mais informação de como a ansiedade opera no cérebro e na natureza dos padrões comportamentais que ela gera. Isso nos ajuda a entender o papel dela em nossa vida.

Lembre-se: compreender esse papel é de suma importância para superar a ansiedade, e não eliminá-la completamente, visto que essa meta não é realista.

A primeira coisa que precisamos ter em mente é que ansiedade faz parte de nossa herança biológica, nossos ancestrais viviam repletos de perigos que ameaçavam suas vidas, como predadores; fome; altura; doença, etc. Em face desses perigos que a psique humana evoluiu.

Esses medos eram adaptativos, tinha a função de proteger, tínhamos que ficar atentos a muitas coisas para sobreviver. Essa cautela persiste em nossa formação psicológica até hoje sob formas de nossas mais profundas aversões e fobias.

Um dos transtornos de ansiedade é a Fobia Específica, ou seja, é o medo de um estímulo ou situação específica: aviões, elevadores, certo animais, etc. A pessoa acredita que a coisa é de fato perigosa em si – o avião pode cair, o cachorro morder.

Esse medo tem tratamento?

Imagine a seguinte situação: “Você tem 3 meses para me fazer voar de avião. Só de pensar em comprar as passagens já passo mal”. O medo surgia especificamente quando é necessário voar, com a perspectiva de que o avião possa vir a cair. Esse medo é irracional, mas não parecia ter muita importância.

Mas trata-se de uma fobia específica. Cerca de 60 % dos adultos têm pelo menos alguns medos desse tipo, ao passo que 11% de fato se encaixam no diagnóstico de fobia específica em algum momento de sua vida.

Alguns dos objetos de fobia mais comuns: insetos, ratos, cobras, aranhas, lugares altos, espaço fechado, espaço aberto, túneis, voar de avião, ponte, elevador, etc.

O tratamento comportamental para fobias específicas provou ser extremamente eficaz: a maior parte dos medos pode ser tratada com sucesso em várias sessões. A prática intensa e prolongada tende a produzir um progresso significativo. Há algumas técnicas simples e eficazes que podem ser usadas no tratamento comportamental para fobias específicas assim como o Tratamento de Realidade Virtual que falaremos em nosso próximo artigo.

Fonte: Leahy, R. Livre de ansiedade;

Wauke, A.P.T, et all. VESUP: O uso de ambiente virtual no tratamento de fobias urbanas.

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