Reflexões de fim de anos



Chega 2020, já deu!


Que ano meus amigos, que ano! Começamos 2020 com muitas alegrias, carnaval chegando para animação de todos e de um dia para o outro entramos em quarentena. Tudo fechado, necessidade de nos mantermos reclusos para diminuir a propagação do vírus. O que ouvíamos foi diferente do que acabou sendo, a quarentena de 15 dias passou para mais de 40 e extrapolou todos os limites.


Limite, do dicionário: momento, espaço de tempo que determina uma duração ou que separa duas durações. Em 2020 ultrapassamos todos os limites, na área da saúde mental o que se viu foi uma explosão de casos de ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós traumático provenientes do que foi vivido ao longo da quarentena imposta pela pandemia. Momentos de luta e luto.


A ideia deste texto não é trazer dicas de como diminuir os sintomas de ansiedade ou da depressão. Já lemos sobre isso durante todo o ano. A proposta é focar no que ainda deu certo esse ano, como uma tentativa de impor esse limite e colaborar para que possamos ver e viver também as coisas boas realizadas. Nesses momentos é comum usarmos uns “óculos” escuro onde tudo que podemos ver à nossa frente está totalmente distorcido ou passando despercebido. Quando tentamos perceber o que ainda têm de bom ao nosso redor isso ajuda a tirar um pouco esses “óculos”. Apesar de termos recebido enxurradas de notícias ruins, tivemos muitas coisas boas e humanas feitas.


Muitas coisas foram modificadas ao longo desses últimos meses, tivemos relatos de fortalecimento de vínculos pessoas, inovações pensadas para diminuir os impactos vividos por todos nós durante a pandemia; observar o quanto o ser humano consegue se reinventar apesar de toda dor; pessoas ajudando umas às outras. Misto de emoções com noticias trazendo números cada vez mais crescentes e logo após o que várias pessoas conseguiram elaborar para diminuir o impacto na vida de muitas outras pessoas.


Apesar de toda dor o homem ainda conseguiu impor esse limite, separando o desespero vindo com o vírus com o que ainda há de bom nos seres humanos: companheirismo, ajuda humanitária, contribuições sociais. Imponha esse limite, tire esses “óculos” escuros, tente perceber o que de positivo foi feito próximo a você.





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